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5 criptomoedas que você precisa conhecer melhor

por Roberto Campos 19/05/2021

Desde a virada do ano e ainda mais nas últimas semanas, vem se falando cada vez mais de criptomoedas e como o Bitcoin subiu e, ‘sem aviso’, caiu como uma pedra – chegando a perder 50% do valor em um dia para, em seguida, voltar a subir 40% no outro dia.

Com toda essa volatilidade, muitos investidores se perguntam se haverá outras criptos, que ainda não atingiram a maturidade, mas que possam ser utilizadas para alavancar carteiras.

Dessa forma, para te ajudar nesse sentido, separamos neste texto 5 criptomoedas das mais utilizadas e faladas no mercado.

Vamos a elas!

Se você ainda não leu e deseja verificar o que já falamos sobre criptomoedas aqui no blog, clique aqui!

 

ETH – Ethereum

Ethereum é a segunda maior plataforma de criptomoedas do mundo.

A maior característica é que praticamente qualquer coisa pode ser “etherizada”, sendo a DeFi (decentralized finance – finança descentralizada, em tradução livre) sua maior expressão.

Assim como muitas outras criptomoedas, a Ethereum foi criada para tentar suprir problemas que se encontram com Bitcoins.

Bitcoin é muito bom para guardar como reserva de valor, mas pouco prático para o dia a dia, complexo e com pouca funcionalidade.

Enquanto isso, com Ethereum, podemos ter uma maior customização, seja para:

  • Criação de apps;
  • Smart Contracts (contratos assinados digitalmente);
  • Tokens (NFTs – documentos marcados digitalmente por um Ethereum).

Além disso, a Ethereum possui vantagens como:

  • Descentralização: não existe uma entidade que controle e possa criar problemas ou desvalorizar a moeda;
  • Uma grande comunidade de desenvolvimento: maior que a de Bitcoin!
  • Interoperabilidade: funciona com uma série de protocolos que já existem, facilitando a criação de novas aplicações.

Já as desvantagens estão mais ligadas à:

  • Lentidão: protocolos descentralizados tendem a ser mais lentos, e a rede Ethereum consegue lidar com 15 transações por segundo, o que é pouco para uma rede que se pretenda usar. Principalmente quando comparadas com uma rede de cartões de crédito como a VISA que completa 1.700 transações por segundo, mais de 1000 vezes mais;
  • Possibilidade de ajustes na rede: em 2016, um hacker explorou uma vulnerabilidade na rede e foi capaz de criar 50 milhões de Ethereums. Nesse ponto, a comunidade Ethereum (os mantenedores do código) resolveu mexer na rede e desfazer o roubo, criando um precedente perigoso, de que é possível reverter uma operação;
  • A linguagem de programação usada na criação do Ethereum: isso porque é uma linguagem pouco utilizada – chamada Solidity – e que possui alguns problemas conhecidos.

 

LTN – Litecoin

Litecoin é uma criptomoeda criada em 2011 – dois anos após o Bitcoin.

Aliás, seu criador foi um engenheiro que trabalhava no Google, chamado Charlie Lee.

Em termos de mercado, essa cripto é a nona maior moeda e segue com força.

A ideia na sua criação foi, basicamente, a de tirar um pouco do peso operacional do Bitcoin – por isso, “Lite” (de light, mais leve) – e agilizar as operações com criptomoedas, que na época eram mais difíceis.

Litecoin é uma criptomoeda clássica, descentralizada e que pode ser utilizada para mover dinheiro pelo mundo, também podendo ser minerada da mesma forma como Bitcoins.

A recompensa por minerar um ‘block’ de Litecoins é equivalente a 12,5 Litecoins, e a quantidade de Litecoins é prefixada, como de onde se inspirou, os Bitcoins.

Quando se trata de circulação, o máximo possível é 84 milhões de Litecoins, e as vantagens específicas se remetem a:

  • Rapidez e facilidade de uso;
  • Poder ser utilizada como forma de pagamento e câmbio de moedas;
  • 4x mais abundante do que o Bitcoin;
  • Ser mais rápida para minerar.

Mas o lado negativo ficar por conta:

  • Do absoluto anonimato: para uns pode ser visto como vantagem, mas tende a dar problemas para seu uso no dia a dia, especialmente com relação aos governos;
  • Da falta de uma entidade centralizada para coordenar o crescimento e os problemas com a rede;
  • De alguns percalços como o anúncio e posterior cancelamento da rede Bitpay (baseada em Litecoin) que afetou sua credibilidade.

 

BNB – Binance Coin

Foi criada em 2017 pela empresa Binance e com base na rede Ethereum (bem flexível, não é?), migrando, posteriormente, para a sua própria rede blockchain.

Assim, a Binance Coin é a moeda oficial da Exchange Binance.

Aliás, para que você pudesse operar dentro da Binance, deviam transformar seu dinheiro em ‘Binance Coins’ antes de conseguir comprar outra criptomoeda.

No entanto, hoje isso mudou e já se pode operar com outras moedas.

Além disso, a BNB tem um limite de moedas, que são apenas 200 milhões para serem criadas – parece muito, mas não é.

A utilização de ‘Binance Coins’ dentro da Binance, que é uma das maiores exchanges do mundo, faz dela uma das criptomoedas mais utilizadas.

Não porque os investidores gostam dela, mas porque para operar dentro da exchange esses tinham que obrigatoriamente passar por ela.

Passadas algumas características da BNB, agora vamos, primeiro, às vantagens, como:

  • Pode ser utilizada como qualquer outra criptomoeda, não apenas dentro da Binance. E como todos os usuários que têm acesso a Binance, podem trocá-la facilmente, fazendo da mesma uma das criptomoedas mais utilizadas no mundo;
  • O fato de a Binance pretender recomprar e destruir 50% de todas as criptomoedas BNB em existência deve aumentar o valor das que sobrarem;
  • Os usuários da Binance ganham descontos ao utilizar as BNBs para pagar taxas dentro da exchange, sendo um incentivo para que eles tenham e utilizem a Binance Coin;
  • A Binance é a exchange mais utilizada no mundo;
  • As transações são rápidas e as taxas são baixas.

Por outro lado, essa cripto ainda possui desvantagens, como:

  • A Binance vem reduzindo os descontos sobre as taxas;
  • Recentemente, a Binance autorizou os usuários a usar moedas reais para compras e vendas dentro da plataforma;
  • Basicamente, a BNB só é utilizada dentro da Binance;
  • A Binance é um dos maiores focos de ciberataques no mundo;
  • Não suporta Smart Contracts.

 

ADA – Cardano

A Cardano foi criada por Charles Hoskinson, que, inclusive, fazia parte do time que criou a Ethereum.

A ideia era a de manter a moeda descentralizada, mas ao mesmo tempo, ter algo mais cientificamente válido, com uma base técnica forte e um processo seguro, que pudesse dar suporte e melhorar os Smart Contracts.

Para quem não sabe, Cardano possui duas camadas de trabalho: uma é a da criptomoeda e a outra é a que dá suporte aos Smart Contracts.

O sistema utilizado pela Cardano é muito menos pesado em consumo de energia e, portanto, mais amigável para quem se preocupa com o meio ambiente.

ADA (código pelo qual a criptomoeda Cardano é conhecida) tem um limite de criação de 45 bilhões de moedas e, para se ter ideia, já passamos dos 32 bilhões em circulação.

Quanto propriamente mais às vantagens dessa cripto estão:

  • O excelente time de desenvolvimento: com base científica, muitos testes e desenvolvimento técnico;
  • O respaldo de um centro acadêmico: a comunidade acadêmica usa e dá suporte à ADA, tendo vários trabalhos com base nessa criptomoeda;
  • As várias camadas: o fato de utilizar camadas diferentes para garantir diferentes serviços permite uma segurança maior sem interferência no sistema de meios de pagamento;
  • Open-Source (Código Aberto): utiliza uma linguagem muito forte no meio acadêmico, segura e funcional;
  • É uma cripto de 3ª geração: mais moderna, segura e que suporta melhor os desafios que esse tipo de cripto tende a enfrentar.

Agora, quanto às desvantagens, estão:

  • A Cardano ainda estar sendo desenvolvida: está em uso, mas ao mesmo tempo sofre alterações, o que pode gerar uma certa insegurança na continuidade de alguns sistemas;
  • Ao processamento de apenas 257 transações por segundo;
  • A ainda não servir para Smart Contracts;
  • A problemas de sincronização entre os blocks que já aconteceram: pode haver, assim, adversidades, caso um block seja duplicado na rede;
  • Por ser a mais moderna: isso deixa alguns usuários com medo de usar até que seu conceito esteja realmente comprovado que funciona;
  • Por alguns afirmarem que 74% de todas as ADAs estão paradas em carteiras e não se movem: em isso sendo verdade, pode criar um problema quando essas moedas voltarem ao mercado.

 

XRP – Ripple

A Ripple foi desenhada para servir a indústria de Money Transfer, para mover dinheiro ao redor do mundo.

A XRP, criptomoeda criada e desenhada para ser a base da rede Ripple, é consistentemente citada como uma das mais importantes e com maiores chances de ver um grande crescimento ao longo do tempo, por conta de suas características.

Para se ter ideia, Ripple é um sistema de fechamento de câmbio e rede de câmbio de moedas desenvolvida para substituir a SWIFT, maior rede de transferências de dinheiro no mundo entre instituições financeiras.

Quando se entra nesse sistema, uma pequena taxa é cobrada por cada transação – normalmente 0,00001 XRP, um valor ridiculamente baixo, se comparado com os custos de transferências internacionais pela rede SWIFT, por exemplo.

Dessa forma, XRP é a cripto por trás do Ripple, uma moeda digital bem diferente das outras no que tange a rede de controle.

O sistema pode ser controlado de forma privada, então uma entidade pode ter suas próprias formas de confirmar que as transações estão ocorrendo corretamente na rede.

Um processo complexo, mas que dá independência a empresas para que elas possam adotar esse sistema com tranquilidade.

A mineração de XRP usa o mesmo sistema distribuído pela maioria das criptomoedas – ou seja, quem minera ganha recompensas em XRPs para cobrir os custos de seu trabalho na rede.

Além disso, a XRP tem uma característica que muitos acham que é um problema, e a empresa que a criou vem tentando colocar em prática alguns mecanismos para suprir essa complicação.

Deste modo, para muitos se torna um obstávulo o fato de a moeda ter sido pré-minerada, sendo que mais ou menos 48% de todas as XRPs existentes ainda estão em poder da empresa que a criou.

Mesmo assim, essa critpo não deixa de apresentar vantagens, como:

  • Rapidez de confirmação das transações;
  • Taxas baixas;
  • Rede versátil e simples de troca com outras moedas;
  • Usada por grandes instituições financeiras.

Em contrapartida, ainda apresenta desvantagens, como:

  • Muito centralizada, totalmente contra a filosofia das criptomoedas;
  • O controle da Ripple Labs sobre os 48% que possui, já que tem o poder de mexer com o valor da moeda;

A SEC (Security Exchanges Commision – o equivalente à CVM estadunidense) está processando a Ripple Labs, alegando que se ela tem o controle da cripto, a mesma deve se cadastrar como uma empresa do mercado financeiro.

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Roberto Campos

Professor de Tributação de Investimentos Especialista em Imposto de Renda Pessoa Física, Contador com mais de 20 anos de experiência em Tributação de Pessoas Físicas e Pequenas Empresas.

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