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Análise técnica: significado, para que serve e indicadores

por Redação Xpeed 14/06/2021

Quando se pensa em investir ou investe em uma ação ou derivativo, as duas principais escolas que ajudam o investidor a tomar essa decisão são a análise fundamentalista e a análise técnica.

Para saber mais especificamente sobre a análise fundamentalista, este tema já tem conteúdo particular aqui.

Só que a análise técnica é, geralmente, vista como o caminho mais rápido, já que não depende de:

  • Muitas equações;
  • Extenso estudo sobre o setor;
  • Muita análise do negócio de uma empresa.

Para as características da análise ficarem ainda mais visível, abordaremos itens abaixo.

 

O que é análise técnica de ações

Também conhecida como análise gráfica, é uma forma de antecipar os movimentos das ações utilizando-se do histórico delas por meio do gráfico.

O gráfico acaba sendo visto como uma ferramenta mais eficiente para antecipar para onde vai um ativo.

Isso porque ele mostra historicamente em quais estágios os investidores costumam ficar mais otimistas ou pessimistas com um papel, por exemplo.

Em suma, é o estudo dos preços ao longo do tempo.

 

Para que serve e quem utiliza a análise técnica

A análise técnica é uma estratégia especialmente eficiente para quem pretende fazer operações de curto prazo.

O objetivo principal é identificar uma tendência, operar a favor dela e sair da operação ao verificar sinais de que essa direção está sendo mudada.

Existem três tendências principais que um ativo pode ter em um momento:

  • De alta (acumulação): caracterizada por um gráfico com topos e fundos ascendentes;
  • De baixa (distribuição): quando os topos e fundos estão cada vez mais baixos;
  • De lateralização: quando o preço do papel oscila dentro de uma banda bem definida sem subir ou cair muito.

Além de ser um método menos trabalhoso de comandar, a análise técnica é uma ferramenta ágil e objetiva.

Exemplo: um investidor que analisa o gráfico de uma ação pode definir um ‘preço-alvo’ – ou seja, quando venderá a ação com o lucro esperado – e um stop loss, momento em que venderá a ação com um prejuízo relativamente aceitável.

Assim, fica mais fácil tirar as emoções do jogo e estabelecer um preço para entrar e um preço para sair da operação.

 

Principais gráficos de ações

Basicamente, existem 3 gráficos que o investidor pode usar para entender a evolução do preço de uma ação no tempo:

  • Gráfico de linhas;
  • Gráfico de barras;
  • Candlestick.

Porém, o candlestick é o mais utilizado na análise técnica.

Isso porque o gráfico de linhas só mostra a evolução dos preços de fechamento – sem revelar como se comportou o ativo durante o dia – e o de barras não representa bem as viradas que ocorrem durante um pregão.

Em um candlestick, cada uma das barras parecidas com velas (as tais candles) representa o movimento de um ativo em um determinado período.

Dentro de um gráfico diário, o corpo – parte grossa do candle – mostra o quanto a ação subiu ou caiu da abertura até o fechamento.

Assim, se o candle for branco, verde ou azul, o dia foi de alta; se for preto ou vermelho, o dia foi de queda.

Já o fio que sai do candle é o movimento não predominante do ativo naquele período.

“O que isso quer dizer?”

Representa os momentos em que a ação operou com queda em relação ao nível de abertura num dia em que fechou em alta, ou o avanço momentâneo do papel em um dia de baixa.

 

Indicadores da análise técnica

Para identificar quando há uma mudança de tendência olhando para o gráfico, os analistas técnicos observaram uma série de padrões, como os as seguir.

 

Suporte e resistência

Este é o mais famoso e mais utilizado, com os suportes sendo regiões de preço que costumam atrair compradores sempre que a ação atinge aquele ponto – isto é, o papel sobe após atingir aquela cotação.

Por outro lado, as resistências são trechos de preços que costumam atrair vendas – a ação costuma cair após bater naquela cotação.

 

Figuras de alta/baixa

As figuras formadas pelos candles geralmente são seguidos por uma alteração no comportamento dos preços.

Entre os padrões de mudança de tendência para alta está o engolfo: ocorre quando a mínima, a máxima e todo o corpo do candle de um período são mais relevantes que o candle do período anterior.

Já nos padrões de baixa mais famosos está o engolfo em que a máxima registrada em um pregão é maior que a da sessão anterior, mas o ativo fecha em baixa com uma mínima menor que a do dia anterior.

Outro ponto a ser lembrado é que uma figura de reversão de tendência tem maior chance de estar correta quanto maior for o volume de negócios do ativo quando essa figura apareceu.

 

Médias Móveis

Como o próprio nome diz, funciona tirando a média dos preços de um ativo durante um determinado período.

Exemplo: um traçado de médias móveis de dois dias é formado pelos preços médios do papel nos dois dias anteriores.

Dessa forma, ao colocar em um gráfico de candlestick, as médias móveis aparecem como linhas que evoluem junto à cotação do ativo.

Aliás, existem dois tipos de médias móveis possíveis, as aritméticas e as exponenciais.

Em suma, a diferença da segunda para a primeira é que nas exponenciais os preços mais recentes possuem peso maior que os preços mais antigos.

 

Bandas de Bollinger

Essas são indicadores estatísticos de volatilidade complementares às médias móveis, mostrando a dispersão dos preços de um ativo.

Simplesmente, calculam os desvios-padrão da distribuição normal de preços para definir o quanto as cotações podem ficar acima ou abaixo da média móvel.

No gráfico, as Bandas de Bollinger aparecem como bandas superiores e inferiores que acompanham uma linha central que, normalmente (na calibragem padrão), é a média móvel de 20 períodos.

A estratégia prática relacionada a elas é verificar quando o candle dos preços toca na banda inferior ou superior das bandas, afastando-se da média móvel.

Se a cotação encosta na banda inferior, a tendência é voltar a subir em direção à média, e quando bate na superior, é comum que caia de novo em direção à média.

 

Índice de Força Relativa

O IFR (Índice de Força Relativa) é um oscilador que busca mostrar regiões de sobrecompra ou sobrevenda de um ativo.

Ele associa a média das cotações nos últimos “n” dias em que o papel subiu dividido por “n”, com a média nos últimos “n” dias em que a ação caiu também dividida por “n”.

A escala de variação do IFR é de 0 a 100 e a região considerada como sobrecompra – papel tende a cair para voltar a um padrão razoável de negociação – é acima de 70.

Enquanto isso, na zona de sobrevenda – a ação deve subir – é aquela abaixo de 30.

Por fim, o IFR aparece como um traçado dentro de uma escala na parte de baixo de um gráfico.

 

Fibonacci

O método de Fibonacci na análise técnica se apropria da proporção áurea (1,618) para indicar a magnitude do próximo movimento de impulsão ou correção de um ativo.

Para se ter ideia, impulsão é o movimento a favor da tendência, como:

  • Uma alta dentro de uma tendência ascendente;
  • Uma queda em uma tendência descendente.

Já as correções correspondem ao contrário, sendo os movimentos de queda dentro de uma tendência de alta ou de alta dentro de uma tendência de queda.

Ao se projetar Fibonacci em um gráfico, o investidor pode traçar o tamanho da impulsão anterior a partir do seu fundo ou topo.

Isso para tentar antecipar para onde vai o papel na trajetória atual.

Assim, aparecem no gráfico 5 linhas horizontais:

  • A primeira parte do topo ou fundo do movimento anterior;
  • A segunda representa 38,2% (nada mais que 100 – 61,8 da proporção áurea) daquele movimento;
  • A terceira é 50% da trajetória;
  • A quarta é 61,8% (a própria proporção áurea);
  • A quinta é 100% do movimento anterior.

No entanto, pode-se projetar ainda uma sexta linha, que é a dos 161,8%, chamada de expansão de Fibonacci e costuma ser usada pelos traders como o alvo da operação.

Por ser impossível adivinhar quando um ativo atingiu de fato seu fundo ou topo, então Fibonacci é sempre projetado quando já há sinais suficientes de que uma nova tendência se formou.

Na contramão de outros indicadores, este não serve para apontar reversões de tendência.

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