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Como calcular a independência financeira? Confira os 5 passos!

por Redação Xpeed 28/01/2022

Quais são os seus objetivos com o dinheiro que você ganha? Aonde você quer chegar, financeiramente falando? Você sabe quanto precisa juntar para parar de trabalhar e, ainda assim, viver com tranquilidade? 

Afinal, você sabe o que é e como calcular a independência financeira? Qual a importância de essa prática  para viver bem e com segurança? São muitas dúvidas, não é mesmo? Mas quando estamos falando sobre o nosso dinheiro, são todas questões relevantes.

Principalmente quando uma pesquisa do Instituto Axxus mostra que apenas 8% dos entrevistados acreditam que estão fazendo uma boa administração do dinheiro. Em oposição a isso 76% reconhecem que não sabem administrar as finanças pessoais.

Isso mostra como a maior parte da população brasileira não está bem preparada financeiramente, o que pode prejudicar a economia pessoal, familiar e do casal. Uma das maneiras de reverter esse cenário? Entendendo como calcular a sua independência financeira.

Então, descubra o que é independência financeira, quais as principais diferenças entre esse termo e a liberdade financeira e como alcançar essa tão sonhada meta. Continue a leitura!

O que é independência financeira?

Podemos definir a independência financeira como a situação em que uma pessoa possui o suficiente de fontes de renda passiva para cobrir os gastos do seu padrão de vida.

Renda passiva é uma renda periódica que não está ligada a um trabalho ou emprego específico. Basicamente, é quando você aumenta sua receita sem aumentar seu esforço de trabalho.

Alguns dos principais exemplos de renda passiva são:

  • investimentos;
  • lucros;
  • aluguéis.

Normalmente, escutamos a expressão “viver de renda” e essa é uma das principais respostas à pergunta “o que é independência financeira”.

Mas isso significa que a independência financeira pode variar de acordo com a pessoa, já que cada um possui um padrão de vida diferente. 

Esse é um indicativo de que não existe uma única fórmula mágica para calcular a independência financeira, mas é necessário levar em consideração os seus próprios gastos mensais.

Diferença entre independência e liberdade financeira

Agora que você já sabe o que é independência financeira, é importante diferenciá-la da liberdade financeira. Apesar de serem dois termos similares e muito confundidos, não significam a mesma coisa.

Então, a primeira está relacionada ao montante que é necessário juntar para não precisar mais ativamente trabalhar para conseguir viver (dependendo apenas de renda passiva).

Já a liberdade financeira se refere mais a um estado de autonomia, em que a pessoa pode tomar decisões financeiras com mais tranquilidade, sem se sentir pressionada por dívidas ou contas a pagar. Nesse caso, é o seu salário que proporciona esse conforto.

>>> Quer saber mais sobre isso? Temos um conteúdo completo sobre o assunto: Qual a diferença entre independência financeira e liberdade financeira? 6 dicas para chegar lá

Como sabemos, aprender a lidar com dinheiro é sempre um desafio, seja para cuidar das dívidas, criar uma reserva de emergência ou para alcançar a liberdade e independência financeira. E, nesse cenário, planejar o futuro pode ser ainda mais desafiador.

Pensando nisso, separamos um vídeo sobre como planejar seu futuro financeiro no longo prazo. Aperte o play e confira!

Como calcular a independência financeira?

Como falamos, não existem jeitos mágicos de alcançar a independência financeira, mas é necessário fazer o cálculo de acordo com a sua realidade e suas expectativas de padrão de vida.

Passo 1 – conheça seus gastos mensais

O primeiro passo, portanto, é descobrir quanto você precisa para manter seu padrão de vida mensalmente: R$ 5 mil? R$ 10 mil? Menos ou mais? Quem define é você. 

Mas é fundamental ser realista e levar em consideração todos os gastos mensais para não ser pego de surpresa no futuro com uma conta mal feita.

Passo 2 – entenda o rendimento real dos investimentos

O segundo passo para calcular sua independência financeira é definir a rentabilidade real dos seus investimentos, considerando a correção pelos juros e subtraindo a alíquota do imposto de renda.

Passo 3 – faça o cálculo

Então, basicamente temos essa fórmula:

Patrimônio necessário = (custo de vida anual) / (juros reais em %)

Para ficar mais fácil, vamos exemplificar. Vamos supor que você precise de R$ 7 mil para arcar com o seu custo de vida mensalmente. Já que a conta é anual, vamos multiplicar esse valor por 12, e temos R$ 84 mil. Além disso, temos o rendimento com juros reais de 2% ao mês. Sendo assim, a conta fica:

Patrimônio necessário = 84.000 / 0,02

O resultado dessa conta é 4.200.000. Ou seja, o patrimônio necessário para alcançar a independência financeira é de mais de R$ 4 milhões. Ainda precisamos levar algumas questões em consideração:

  • quanto maior o custo de vida mensal/anual, maior é o patrimônio necessário para independência financeira;
  • a equação é muito sensível à variação da taxa de juros. Então, se esse valor for maior, o resultado do patrimônio necessário será menor. Por isso é tão importante buscar por investimentos que sejam mais rentáveis;
  • nessa conta deve apenas ser considerado os ativos que geram rendimento, ou seja, não incluímos imóveis que são utilizados (residência ou veraneio) e carros.

Passo 4 – saiba a média de tempo para alcançar esse valor

Chegamos ao resultado de que, para alcançar o patrimônio necessário para independência financeira, precisamos de R$ 4,2 milhões. Parece muito, não é mesmo? Quanto tempo para juntar todo esse montante?

Se os juros compostos são vistos como um vilão quando temos dívidas no cartão de crédito, a verdade é que eles podem ajudar a fazer o seu dinheiro render mais. 

Eles são juros sobre juros e, dependendo do tipo de investimento feito, eles podem multiplicar a quantia que você tem investida. É possível aprender como calcular juros compostos ou utilizar-se de planilhas para ter esse número em mãos mais facilmente. 

Além disso, você pode fazer todo esse cálculo (desde o patrimônio necessário até em quanto tempo alcançar) por simuladores de independência financeira, que levam em consideração o estilo de vida, idade, histórico familiar e expectativa de gastos.

Passo 5 – planeje-se!

Entender como calcular a independência financeira é apenas o primeiro passo para alcançá-la. Agora, é o momento de se planejar, rever sua carteira de investimentos e pensar o que é necessário para alcançar melhores rendimentos.

Mas nada disso é possível se você não tiver uma boa educação financeira. Afinal, antes de procurar por aplicações com melhores taxas de juros, é fundamental saber como cuidar do seu dinheiro.

Então, realize seus objetivos com mais facilidade melhorando sua relação com o dinheiro com o nosso combo de cursos sobre educação financeira! Nesse combo, você terá acesso aos cursos:

  • O Poder do Autoconhecimento Financeiro: como é a sua relação com o dinheiro? Suas decisões financeiras são racionais? Por que o seu planejamento financeiro não funciona?;
  • O Beabá Financeiro: introdução à educação financeira, aprendendo sobre juros, compreendendo a inflação, taxa Selic;
  • Dinheiro Sem Tabu – Crenças Limitantes: o que são crenças limitantes? Os quatro tipo de crenças sobre dinheiro;
  • O Equilíbrio Financeiro: Introdução ao orçamento, entendendo a diferença entre desejo vs. necessidade, como renegociar dívidas.

E muito mais! É a experiência de aprendizagem que instiga você a ir além. Comece agora a se planejar financeiramente para o futuro.

Imagem da campanha de um curso online "Aprenda Tudo sobre Educação Financeira" da Xpeed School.

 

 

Redação Xpeed

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