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CDB: definição, como funciona e vantagens

por Redação Xpeed 31/05/2021

O CDB é um dos investimentos mais conhecidos pelos investidores de renda fixa, até porque estão disponíveis na maioria dos bancos e, assim, acabam sendo uma das primeiras opções para quem está saindo da poupança.

Aliás, é bom que se saiba que CDBs também são oferecidas por corretoras e, em muitos casos, com remuneração acima da encontrada em instituições financeiras.

Para entender melhor todo o contexto que envolve o CDB, a Xpeed vai contar mais nos tópicos abaixo.

 

O que é CDB

Primeiro, CDB significa Certificado de Depósito Bancário e, como já dito, é um investimento de renda fixa, geralmente, emitido pelos bancos.

Para quem já compreende o esquema de se investir em Tesouro Direto e em debêntures, facilmente assimilará como também funciona com os CDBs, já que a lógica é a mesma.

O que isso quer dizer?

Que quem compra CDBs empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito.

Dessa forma, os bancos captam dinheiro com os CDBs oferecendo em troca uma remuneração (os juros) aos investidores, por um determinado período.

Tais recursos vindos dos CDBs são usados por essas instituições para fornecer empréstimos a outras pessoas.

Porém, cerca de um terço do valor total captado os bancos são obrigados a recolher como depósito compulsório junto ao Banco Central.

Por que essa obrigação?

Porque ela serve justamente para que o governo consiga controlar o dinheiro em circulação na economia.

 

Como funciona

Mesmo com os CDBs se parecendo bastante a outros produtos de renda fixa, a Xpeed vai deixar aqui uma base de como funciona esse investimento sob 4 categorias (filtros).

 

Rentabilidade

Um CDB, por exemplo, não possui um rendimento específico e imutável, já que existem muitos tipos e cada um com um aspecto particular.

CDB prefixado: nesse caso, o investidor consegue calcular exatamente a remuneração em reais que obterá até o vencimento do papel. Isso porque a taxa de juros é definida e informada desde o momento da aplicação.

CDB pós-fixado: esse é o mais comum de CDB disponível no mercado. Aqui, o investidor também sabe algo desde o momento da aplicação, mas só que qual indicador servirá de referência para a rentabilidade do papel. Isto é, não é possível ter certeza de qual será o retorno em reais, pois seguirá a dinâmica de variações do indicador.

CDB híbrido (ou atrelado à inflação): a remuneração desses papéis mescla as duas estruturas anteriores. Ou seja, oferecerem como retorno uma parcela prefixada (7% ao ano, por exemplo) e outra pós-fixada (variação da inflação, medida pelo IPCA ou pelo IGP-M).

 

Valor mínimo

Ao investir em CDBs, as instituições financeiras podem fazer exigências, como um valor mínimo de investimento.

E essa aplicação inicial varia em função do nível de risco e do potencial de retorno de cada papel.

Nos grandes bancos, você pode encontrar CDBs com um valor mínimo ‘pequeno’, como a partir de R$ 500.

Só que CDBs desse tipo também oferecem uma remuneração menor, chegando a 80% do CDI, por exemplo – retorno considerado baixo.

Já nas corretoras e plataformas de investimento é mais fácil encontrar opções com uma remuneração mais atrativa.

 

Liquidez

Para resgatar o dinheiro investido em um CDB, depende do fato de se o investimento trabalhar com liquidez diária e liquidez no vencimento.

“Como assim?”

Os CDBs são papéis com vencimento, o que significa que as condições acertadas na aplicação são garantidas até uma determinada data, quando o dinheiro volta para as mãos do investidor.

Mesmo com uma data de vencimento, muitos CDBs oferecem liquidez diária – ou seja, é possível resgatá-los a qualquer momento, mesmo antes do prazo final.

Só que em alguns casos, esses investimentos passam a contar com liquidez diária após um certo prazo mínimo em que o dinheiro não pode ser resgatado – isso é conhecido como “carência”.

Exemplo?

Em um papel de liquidez diária com carência de seis meses, o resgate é permitido a qualquer momento depois que esse prazo for cumprido – isto é, depois de seis meses.

Por outro lado, há também CDBs que preveem liquidez apenas no vencimento.

Isso significa dizer que o investidor não pode resgatar os recursos junto ao emissor antes do prazo final nas mesmas condições estabelecidas no momento da aplicação.

O ponto positivo, no entanto, fica por conta de esses papéis normalmente oferecerem uma remuneração melhor do que a dos CDBs com liquidez diária.

Dessa forma, temos CDBs com prazos de vencimento bem distintos:

  • Papéis de curto prazo, resgatados a partir de seis meses ou um ano;
  • Papéis de longo prazo, com vencimento a partir de dois anos, podendo chegar a cinco ou mais.

 

Custos

Os CDBs não envolvem a cobrança de taxa de administração, mas em algumas corretoras, pode haver taxa de corretagem ou de custódia para negociar esses papéis

De qualquer modo, muitas corretoras já isentam os investidores desses custos.

Aliás, vale lembrar que cada corretora estabelece uma margem específica de ganho sobre o valor ‘de fábrica’ do CDB.

Isso quer dizer que: um mesmo CDB emitido pela mesma instituição financeira, com vencimento em um prazo igual, pode apresentar rentabilidade diferente, dependendo da plataforma de investimento pela qual esse produto financeiro está sendo oferecido.

Assim, em algumas, a rentabilidade pode ser maior do que em outras, e isso se reflete na final recebida pelo investidor.

 

Imposto de Renda

A tributação dos CDBs segue o padrão dos investimentos de renda fixa, com o investidor pagando Imposto de Renda seguindo uma tabela regressiva.

Portanto, as alíquotas diminuem conforme o tempo que a aplicação é mantida.

Em relação à taxa, ela varia entre 22,5% sobre a rentabilidade para investimentos de até seis meses, e 15% sobre a rentabilidade para investimentos mantidos por mais de dois anos.

Além disso, há ainda a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas só incide sobre as aplicações resgatadas em menos de 30 dias.

Nessas situações, a alíquota pode variar entre 96% e 3% da rentabilidade – o IOF também diminui com o tempo do investimento.

 

Vantagens e riscos dos CDBs

Um dos pontos positivos desse investimento é o fato de ser simples e popular.

“Por quê?”

Simplesmente porque isso contribui na facilidade de aplicar o dinheiro a essa modalidade.

Praticamente todos os bancos oferecem pelo menos uma opção aos clientes e, para aplicar, basta transferir o dinheiro da conta corrente ao CDB.

Não só nos bancos, bem como nas corretoras e plataformas de investimentos, há uma boa variedade de alternativas disponíveis.

Outra vantagem está no aspecto de os CDBs serem cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Assim, funciona justamente como uma espécie de “seguro” que devolve até R$ 250 mil do valor aplicado pelo investidor, no caso de a instituição financeira quebrar.

No entanto, vale ressaltar que essa garantia é calculada por CPF e por instituição, mas não por produto, por exemplo.

“O que isso quer dizer?”

Que se o investidor tiver além de CDBs de um banco, dinheiro na conta corrente e na poupança, também será levado em conta.

Assim, se a instituição quebrar, o limite para a devolução dos recursos pelo FGC acrescentará essas aplicações.

Mais um ponto positivo se dá nas muitas opções de CDBs com liquidez diária, fator importante principalmente para quem pode precisar do dinheiro antes do vencimento.

Mesmo assim, nem sempre tais papéis apresentam uma remuneração atrativa.

De qualquer forma, o principal risco dessa modalidade é o de crédito, já que caso a instituição financeira que emiti o papel quebre, a mesma pode te deixar sem receber a remuneração devida.

Por isso, vale muito investigar sobre o prestígio a consistência financeira da organização antes de aplicar em um CDB.

Aliás, fica um alerta: quanto maior o risco de crédito de um emissor, maior tende a ser a remuneração oferecida nos papéis que lança.

Ou seja, um CDB com uma promessa de rentabilidade muito mais alta que os outros merece ser avaliado com critério.

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Redação Xpeed

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