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Clube de investimento: características e como abrir um

por Redação Xpeed 23/07/2021

Assim como há um clube do livro, também pode haver um clube de investimento, e com importantes diferenças.

Aliás, o clube de investimento pode servir como uma interessante porta de entrada para investidores menos experientes.

Tendo você já considerado ou não entrar em um clube de investimento, observe aqui os pontos e características que o compreendem.

Isso vai contribuir para que você possa fazer uma melhor análise de acordo com o seu perfil e realidade.

 

O que é e como funciona um clube de investimento

Começando pela definição do que é um clube de investimento, basicamente, se trata de um grupo de pessoas físicas que se reúne para investir mais capital de uma única vez.

O que quer dizer que os investidores dividem a mesma estratégia e diversificam os investimentos, mesmo com uma quantia pessoal reduzida de dinheiro.

Nesse clube, o patrimônio é dividido em cotas – como uma propriedade sobre a qual vários indivíduos têm direito (como um condomínio aberto) -, e cada participante não pode ter mais do que 40% do total.

Dessa forma, ele pode ser formado por, no mínimo, 3 e, no máximo, 50 pessoas que juntam seus recursos financeiros e os utilizam para investir.

Em suma, cada investidor compra um número de cotas e o rendimento se dá de acordo com a valorização dessas frações.

Vale lembrar que o clube de investimento deve ser liderado por um profissional autorizado pela CVM (Comissão de Valores Imobiliários), seguir normas e regulamentações, e obedecer às regras da B3 – a Bolsa de Valores brasileira.

Saiba, também, que a composição da carteira dos clubes de investimento costuma ter um caráter mais agressivo.

Não à toa, a maior parte dos aportes é feita em produtos de renda variável, como ações e cotas de fundos de índices.

 

Características de um clube de investimento

Começando pelos impostos e taxas, essa modalidade possui tributação simplificada, sem incidência de Imposto de Renda sobre as operações.

O imposto é cobrado no resgate – assim, os cotistas que fizerem o resgate das cotas pagam 15% de imposto sobre o rendimento líquido obtido.

Há também um custo com taxa de administração, que remunera a organização e a gestão do fundo – tal valor varia de acordo com a estratégia do clube.

Quanto ao rendimento, o lucro depende da valorização das cotas atreladas à valorização dos ativos que compõem o portfólio do clube.

Por se tratar de investimento feito principalmente em renda variável, as oscilações do mercado que afetam diretamente a carteira do clube são riscos maiores e devem ser considerados.

Além do que foi falado até aqui, um clube de investimento também conta com os seguintes aspectos:

  • O grupo deve ter uma carteira composta por, pelo menos, 67% de ações – o restante pode ser aplicado em fundos de renda fixa (em que o investidor tem mais clareza de quanto seu dinheiro renderá) ou derivativos (contratos que dependem de outros ativos e são influenciados por sua variação);
  • A administração do clube pode ser realizada por um dos cotistas, mediante eleição realizada durante assembleia;
  • O clube deve cumprir com as obrigações contábeis, como relatórios de despesas e classificação de ativos e passivos;
  • As transações devem ser realizadas por uma corretora;
  • Uma alíquota de 15% é descontada a cada seis meses.

 

Quem pode participar ou formar um clube de investimentos?

Desde que tenha perfil de risco alinhado a essa modalidade, qualquer pessoa.

Ou seja, não se faz tão necessário ter conhecimentos avançados ou experiência no mercado financeiro.

Em relação ao gestor do clube de investimento, ele pode ser profissional.

Isso implicaria na contratação de alguém para tomar as decisões sobre a alocação dos recursos, podendo ser uma pessoa física ou jurídica, com certificação e credenciamento na CVM.

Esse trabalho qualificado feito pelo gestor em questão deve ser remunerado, havendo a possibilidade de se pagar taxas de administração maiores e eventual taxa de performance.

Por outro lado, também é possível escolher um dos participantes para ser o gestor, que cuidaria da parte burocrática de todas as operações e tomaria as decisões estratégicas para escolher os ativos.

 

Como abrir um clube de investimento

O primeiro passo, conforma já dito aqui, é reunir, pelo menos, 3 pessoas.

Além disso, é necessário ao grupo:

  • Abrir conta em uma corretora, banco de investimento ou em uma distribuidora de valores;
  • Estabelecer algumas regras internas, que incluem valor de aplicação inicial para cada participante, prazo de funcionamento do clube, políticas de investimento, reuniões e decisões do próprio grupo e outras mais;
  • Escolher um nome e fornecê-lo para a CVM, para que a mesma aprove a sua fundação.

Cumprido com cada tarefa, o aporte (contribuição) inicial de cada um dos cotistas é transferido para o clube e se transforma em cotas.

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Redação Xpeed

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