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Como começar a investir em 2021?

por Redação Xpeed 04/01/2021

Começou 2021 e ainda não sabe quais planos traçar para o ano ou como fazer investimento melhor com seu dinheiro, por exemplo?

A Xpeed dá um passo à frente no compromisso de te ajudar com isso, contando um pouco mais sobre investimentos e o que você deveria saber.

No blog, já discutimos bastante sobre o tema e hoje estruturamos o conteúdo da seguinte forma:

  • Renda fixa x Renda variável;
  • Opções de investimento disponíveis;
  • Como começar.

Mas antes de entrar nesses tópicos, é importante entender que não existe certo ou errado quando o assunto é investimento.

Existem apenas produtos mais indicados de acordo com perfis e objetivo.

Mas avaliar as condições vigentes no mercado também deverá ser um fator de tomada de decisão na hora de se investir.

Isso porque em períodos de incerteza, por exemplo, a volatilidade costuma ser maior.

 

Renda fixa x Renda variável

O motivo pelo qual se inicia com este tópico é porque o universo dos investimentos pode ser separado nestes dois grandes grupos:

  • Renda fixa;
  • Renda variável.

Entendendo melhor cada um deles, no caso da modalidade de renda fixa, o investidor empresta dinheiro ao Governo Federal ou a uma instituição financeira.

Em troca, recebe o pagamento de juros sobre o capital investido de acordo com o prazo pré-estipulado.

Tais títulos, por sinal, ainda podem ser subdivididos entre:

  • Prefixados;
  • Pós-fixados;
  • Híbridos.

Mas também há aqueles títulos que possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores até R$ 250 mil por instituição financeira e outros com a vantagem de serem isentos de Imposto de Renda (IR).

Já na modalidade de renda variável, o investidor se tornará sócio de uma companhia ao efetuar a compra de uma ação.

Em troca, pode receber a distribuição de dividendos provenientes dos lucros das empresas de capital aberto listadas na Bolsa de Valores do Brasil.

Mas, diferentemente dos títulos de renda fixa, não é possível mensurar a rentabilidade de uma ação ao longo do tempo.

Dessa forma, esses ativos são considerados investimentos de alto risco, mas podem apresentar altos retornos no médio ou longo prazo.

Renda fixa X Renda variável

 

Opções de investimento disponíveis

Agora que você entendeu a divisão dos dois grandes grupos do universo dos investimentos, chegou a hora de conhecer os produtos disponíveis para negociação.

 

Emissor público

No início dos anos 2000, o Tesouro Nacional criou um programa em parceria com a Bolsa de Valores brasileira (B3), chamado Tesouro Direto.

Para quem não sabe, esse programa visa democratizar o acesso aos títulos públicos para pessoas físicas.

Além de permitir aplicações a partir de R$ 30, tais títulos oferecem ótima rentabilidade e podem apresentar liquidez diária.

Títulos públicos

É uma lista relativamente grande, não é mesmo?

Mas espere até ver quando falarmos da categoria “emissor privado” a seguir.

 

Emissor privado

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (CDB)

É emitido por instituições bancárias com prazo definido no momento da aplicação e pode ser prefixado ou pós-fixado.

Além disso, é atrelado a algum indexador da economia, como a Selic, Taxa DI e IPCA e possui garantia do FGC.

 

LETRA DE CÂMBIO (LC)

Emitido por instituições financeiras, funciona como um CDB, mas não pode ser resgatado antes do vencimento.

Geralmente, apresenta maiores retornos, já que o valor mínimo de investimento também é mais alto quando comparado a um CDB comum.

Também ao contrário do CDB, esse título não possui garantia do FGC.

 

LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (LCI) E LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO (LCA)

Esses são títulos de investimento isentos de Imposto de Renda e, em ambos os casos, se assemelham a um CDB, possuindo garantia do FGC.

No entanto, são lastreados em uma carteira de empréstimos vinculados ao setor imobiliário ou ao setor do agronegócio.

 

LETRA FINANCEIRA (LF)

Título de crédito privado emitido por instituições financeiras, também se assemelha a um CDB.

Porém, possui prazo mínimo de dois anos e investimento inicial de R$ 150 mil e não possui garantia do FGC.

 

CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS (CRI) E CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO (CRA)

Possuem prazo e taxa predefinidos e, nesse segmento, já é possível liquidar a posição antes do vencimento.

Assim como na LCI e LCA, tal investimento é isento de Imposto de Renda.

 

DEBÊNTURES

São emitidos por sociedades anônimas de capital aberto ou fechado para financiamento de dívidas.

Diferentemente de outras aplicações, esse investimento também não possui garantia do FGC e pode ou não ser isento de Imposto de Renda.

 

FUNDOS DE INVESTIMENTO

Essa modalidade pode variar de acordo com o tipo de fundo, podendo ser mais, ou menos, diversificada.

Em geral, funcionará de maneira parecida a um condomínio, já que é formada pela:

  • União de diversos investidores;
  • Um gestor;
  • Um admi­nistrador.

Esse último cuida dos serviços prestados com a finalidade de defender os direitos dos cotistas.

A gestão de um fundo de investimento é realizada por um especialista contratado no mercado, tendo como principal objetivo a estruturação de estratégias que visam a obtenção de lucro.

Porém, sempre de maneira controlada, para não expor o patrimônio do fundo a um risco acima daquele preestabelecido no regulamento.

Quanto à administração novamente, é responsável pelos aspectos legais e jurídicos do fundo.

Esse é mais um excelente produto para diversificar a sua carteira de investimentos.

Além disso, é recomendado para aqueles que preferem terceirizar a gestão da carteira para um profissional especializado ou não possuem muito tempo dispo­nível para acompanhar o mercado.

Veja abaixo alguns dos fundos disponíveis ao mercado:

  • Fundos de ações;
  • Fundos de renda fixa;
  • Fundos multimercado;
  • Fundos cambiais;
  • Fundos de fundos.

 

FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO (FII)

Esses funcionam exatamente como os fundos mencionados anteriormente, porém, a grande diferença é que esses ativos são negociados em Bolsa como se fossem ações.

Separamos mais alguns dos fundos disponíveis para você conferir nessa modalidade:

  • Fundos de tijolo (shopping, escritórios, galpões logísticos, hospitais, dentre outros);
  • Fundos de papel (títulos de renda fixa imobiliário, como LCI e CRI);
  • Fundos híbridos (englobam as cotas de outros fundos (FOF), títulos de renda fixa imobiliário e empreendimentos imobiliários).

 

ETF DE RENDA VARIÁVEL

Conhecido como Exchange Traded Fund (ETF), é um fundo negociado em Bolsa que re­presenta uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ativos, que replicam um índice de referência.

Ao adquirir essas cotas, o investidor, indiretamente, passa a possuir todos os ativos da carteira teórica do índice, sem ter que comprá-los sepa­radamente no mercado.

Dessa forma, o ETF pode proporcionar mais rapidez e eficiência no momento de diversificar seus investimentos.

Alguns exemplos são:

  • IVVB11 Replica índices dos EUA;
  • BOVA11 Replica o índice S&P 500;
  • ECOO11 Replica o índice Índice Carbono Eficiente (ICO2);
  • GOVE11 Replica o Índice Governança Corporativa Trade (IGCT);
  • SMAL11 Replica o desempenho de uma carteira teórica de Small Caps, representado pelo índice SMLL da B3;

 

ETF DE RENDA FIXA

Tal modalidade de investimento foi lançada recentemente e funciona do mesmo modo que os ETFs de renda variável.

A única diferença é que, ao adquirir uma cota des­se ativo, o investidor passa a deter os títulos de renda fixa de uma carteira teórica que replicam um índice de referência, sem ter que comprá-los separadamente no mercado.

Dessa forma, o ETF também pode oferecer mais rapidez e eficiência no momento de diversi­ficar seus investimentos em renda fixa.

Veja quais são os ETFs de renda fixa listados atualmente:

  • IMAB11;
  • IMBB11;
  • B5MB11;
  • IB5M11;
  • IRFM11;
  • FIXA11.

Produtos privados no mercado

 

AÇÕES

Essas representam uma fração do capital social de uma empresa de capital aberto listada na Bolsa de Valores e, resumidamente, corresponde uma pequena parcela da companhia.

Ao efetuar a compra de uma ação, o investidor passa a obter os direitos e os deveres da em­presa e adquire o direito de receber parte dos dividendos gerados por aquela companhia.

Esse tipo de investimento pode ser dividido entre:

  • Mercado primário, em que a captação dos recursos será destinada a novos projetos de investimento da companhia;
  • E mercado se­cundário, em que os investidores negociam entre si as ações emitidas pelas companhias.

Além disso, as ações ainda podem ser divididas entre:

  • Ordinárias (ON): garantem o direito de voto ao acionista;
  • Preferenciais (PN): dão preferência ao pagamento de dividendos aos acionistas;
  • Units: são ativos compostos por mais de uma classe de valores mobiliários, como uma ação ordinária mais duas ações preferenciais.

Pelo número de empresas listadas na Bolsa ser grande, conhecer os principais setores de atuação e empresas de cada segmento pode ajudar o inves­tidor na tomada de decisão.

Veja os principais setores:

  • Financeiro;
  • Petróleo, Gás e Biocombustíveis;
  • Saúde;
  • Utilidade Pública;
  • Materiais Básicos;
  • Bens Industriais;
  • Comunicações;
  • Consumo Cíclico;
  • Consumo não Cíclico.

 

BDRS

Os Brazilian Depositary Receipts Patrocinados (BDR) são valores mobiliários emitidos no Brasil, mas possuem lastro em ações emitidas no exterior.

Para facilitar o entendi­mento, imagine que seriam ações de empresas listadas nos Estados Unidos, como Apple e Google, só que negociadas aqui no Brasil.

Porém, é importante destacar que ao realizar a compra de um BDR, o investidor não está comprando a ação propria­mente dita.

Mas, sim, compra um certificado que atesta a compra dessa ação por uma instituição financeira no exterior.

Veja abaixo os ativos disponibilizados para negociação nessa categoria:

  • BDR Patrocinado – Nível I;
  • BDR Patrocinado – Nível II;
  • BDR Patrocinado – Nível III;
  • BDR não Patrocinado – Nível I.

 

DERIVATIVOS

Como o próprio nome já diz, um derivativo remete a um contrato que deriva de outro ativo.

Esse segmento foi desenvolvido como forma de proteção para o mercado, mas, atualmente, se tornou um instrumento muito utilizado para alavancagem.

Os derivativos podem ser separados em quatro grandes grupos:

  • Futuro: contrato em que se estabelece a compra ou a venda de um ativo em determina­da data futura a um preço preestabelecido. Para se operar esse tipo de contrato, a Bolsa de Valores requer uma margem de garantia e há o ajuste diário (mecanismo de ajuste de ganhos e perdas) da posição;
  • Termo: contrato em que se estabelece a compra ou a venda de um ativo em determina­da data futura a um preço preestabelecido. Nesse mercado, não há a incidência do ajuste diário e diferença financeira é realizada apenas ao final da operação;
  • Opções: contrato em que se confere ao titular o direito de compra ou a venda de um ativo em determinada data futura a um preço preestabelecido. Já ao lançador, a obrigação de compra ou venda de um ativo em determinada data futura a um preço preestabelecido;
  • Swaps: contrato em que se estabelece a troca de posições entre ativos, quanto ao risco e à rentabilidade das partes envolvidas.

No Brasil, é possível negociar diversos produtos dentro dessa modalidade.

Saiba abaixo os principais:

  • Renda Variável (Ações, Ibovespa, S&P500 e outros);
  • Renda Fixa (Títulos da dívida externa);
  • Moedas (Dólar, euro, dentre outros);
  • Juros (taxa DI, IPCA e outros);
  • Commodities (Boi, milho, café, etc.).

 

Como começar

Agora que você está preparado para dar início à sua jornada no mundo dos investimentos, é necessário realizar o cadastro em uma corretora.

Então, procure aquela que melhor se encaixa no seu perfil.

Avalie os produtos ofere­cidos, bem como o suporte dessas instituições.

Em geral, a abertura da conta é simples e não demanda muito tempo nem paciência.

Estabeleça um perfil e mantenha sempre uma carteira bem diversificada a fim de reduzir os riscos do seu portfólio.

Escolha uma gestão profissional se preferir ou se não tiver tempo para acompanhar o mercado.

Tenha em mente a importância de se ter uma re­serva de emergência.

Por fim, transforme o ato de poupar em uma rotina e deixe o dinheiro trabalhar para você.

 

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Redação Xpeed

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