blog >>> Empreendedorismo

Como funciona o Fundo Garantidor de Operações? 7 pontos vitais!

por Redação Xpeed 25/11/2021

Que tal ter uma ajuda extra para colocar as contas em dia, diante dos efeitos causados pela Covid-19? Hoje, explicaremos como funciona o Fundo Garantidor de Operações (FGO) do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Embora o programa tenha sido criado para apoiar os empreendedores, muitos deles não tinham acesso ao crédito. Justamente por isso, é essencial descobrir como funciona o Fundo Garantidor de Operações, que viabiliza a contratação de empréstimos. 

7 questões para entender como funciona o Fundo Garantidor de Operações

Sabia que 300 mil empreendedores contrataram linhas de crédito em 2021, por meio do Pronampe? Tais dados são da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec – ME). 

Pensando nisso, temos sete questões que ajudam a entender como funciona o Fundo Garantidor de Operações. Afinal, este programa governamental amplia o acesso ao empréstimo.

1. O que é o FGO Pronampe?

O Fundo Garantidor de Operações avaliza o crédito para micro e pequenas empresas no âmbito do Pronampe. De acordo com o Ministério da Economia, os recursos do Tesouro Nacional que são destinados ao FGO somam o montante de R$ 15,9 bilhões.

Com a Lei 12.087/09, a União participa nos “fundos garantidores de risco de crédito para micro, pequenas e médias empresas”. No caso do FGO, o objetivo é complementar as garantias necessárias para tomar crédito, seja para capital de giro e/ou investimentos.

2. Para quem o FGO é destinado?

O FGO se destina aos microempreendedores individuais (MEI) e às micro, pequenas e médias empresas. E, para acessar os recursos, é preciso considerar o faturamento e o porte do negócio.

Segundo o Banco do Brasil, que gerencia o FGO, esses são os critérios acessar as garantias: 

  • faturamento até R$ 2,4 milhões por ano para as micro e pequenas empresas;
  • faturamento bruto anual de até R$ 90 milhões ao ano para as médias empresas;
  • faturamento de até R$ 36 mil por ano para os microempreendedores individuais;
  • ser cliente de um agente do Sistema Financeiro Nacional (SFN): banco, fintech e afins. 

3. Quais as vantagens do FGO?

Para as empresas, a principal vantagem é o acesso ao crédito. Isso porque, se elas não apresentarem garantias, os juros e os encargos ficam mais caros (e até inacessíveis). Já para os bancos, é possível mitigar o risco de crédito e, ainda, expandir a carteira.

4. Qual é a cobertura da garantia do FGO?

No site do Banco do Brasil, constam os seguintes limites assegurados pelo FGO:

Crédito para empresas com faturamento bruto anual (FBA) de até 15 milhões

  • Capital de giro: até 80% do valor da operação, limitado a R$ 300 mil
  • Investimentos: até 80% do valor da operação, limitado a R$ 700 mil

Empréstimo para empresas com FBA acima de R$ 15 milhões e até R$ 90 milhões

  • Capital de giro: até 80% do valor da operação, limitado a R$ 1 milhão
  • Investimentos: até 80% do valor da operação, limitado a R$ 2 milhões

E mais: as operações devem ter o aval dos sócios da companhia, assim como a análise de crédito da instituição financeira. 

5. Quais as diferenças entre FGO, FGC e FGI?

As siglas são bem parecidas, mas os propósitos são diferentes. Compare as diferenças:

  • FGO: serve como uma garantia para que as empresas tenham acesso facilitado às linhas de crédito. A administração é feita pelo Banco do Brasil, mas o acesso acontece em instituições financeiras habilitadas a operar com o FGO;
  • FGC: o Fundo Garantidor de Crédito é um mecanismo de proteção para os investidores pessoa física. Por exemplo, a aplicação feita no CDB tem a cobertura de R$ 250 mil por CPF, na eventualidade da falência do banco,
  • FGI: por sua vez, o Fundo Garantidor para Investimentos é administrado pelo BNDES. Além das empresas, o crédito se estende aos autônomos transportadores rodoviários de carga, a fim de adquirir bens de capital ligados às suas atividades.

6. Como contratar o FGO?

Em geral, a análise de crédito das instituições financeiras requer as garantias para os empréstimos e financiamentos. No fim das contas, essa é uma forma de mitigar o risco de inadimplência. 

Se a entidade estiver habilitada a trabalhar com o FGO, essa pode ser uma opção de garantia ofertada aos clientes. Contudo, lembre-se de considerar o Custo Efetivo Total (CET), com juros, encargos e comissão, sobre a qual falaremos a seguir.

7. O que é a Comissão de Concessão de Garantia (CCG) do FGO?

Se você está se perguntando se o FGO vale a pena, não se esqueça de colocar tudo na ponta do lápis. Para usar a garantia, é necessário pagar uma comissão ao fundo, que é calculada com base no valor garantido e no prazo da operação, entre outros fatores.

Por sinal, a base de cálculo da CCG está disponível no site do Banco do Brasil. Sendo assim, a dica é solicitar e analisar duas simulações de crédito (com e sem o FGO). 

A taxa de juros, por exemplo, tende a ser mais baixa com esse tipo de garantia. Mas há outros fatores que formam o CET, ok? 

Como funciona o Fundo Garantidor de Operações? Próximos passos 

Agora que explicamos como funciona o Fundo Garantidor de Operações, é importante pensar no futuro. Falando nisso, será que o empréstimo é a melhor forma de fortalecer os pequenos negócios para lidar com a crise da Covid-19? 

Embora o crédito ajude a resolver problemas no curto prazo, é vital fazer um planejamento financeiro de longo prazo. Assim, você poderá ir além de simplesmente descobrir como funciona o Fundo Garantidor de Operações.

E o poder do conhecimento contribui para se livrar das dívidas, contratar crédito de forma consciente e investir assertivamente. Logo, temos três indicações para construir um futuro mais saudável, que envolvem educação financeira e investimentos

1. Aplicar os conceitos de educação financeira

Neste vídeo da Xpeed School, veja quatro dicas para poupar dinheiro e finalmente começar a investir. Com isso, ficará mais fácil deixar os problemas financeiros no passado e organizar as contas para se tornar um investidor bem-sucedido.

2. Aliar a educação financeira e o empreendedorismo

Em paralelo, fica a reflexão para quem tem espírito empreendedor: o que a educação financeira tem a ver com isso? Neste vídeo, veja como esses conceitos podem se alinhar, inclusive para possibilitar a tomada de crédito consciente.

3. Aprender mais sobre o mundo dos investimentos

Para ampliar seus horizontes, faça o curso online “Primeiros passos no mundo dos investimentos”. Com a orientação de especialistas, você aprenderá a investir do zero, superando os bloqueios que o impedem de aplicar seu dinheiro . 

Imagem da campanha de um curso online sobre "Os primeiros passos no Mundo dos Investimentos" da Xpeed School.

Enfim, depois de saber como funciona o Fundo Garantidor de Operações, a dica de ouro é: aprenda sempre! E, com a trilha Xpeed, você descobrirá qual é a jornada ideal para te aproximar das suas conquistas. Vamos começar agora mesmo? 

Redação Xpeed

>>> Newsletter

Informações, novidades e conteúdos exclusivos diretamente no seu e-mail.