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Derivativos: como funcionam, por que utilizar e tipos

por Redação Xpeed 02/06/2021

Já ouviu falar ou viu por aí sobre derivativos, mas não compreendeu muito bem do que se trata ou como funciona?

Fica tranquilo, a Xpeed, no seu eterno trabalho de levar a educação financeira para a população, explica os pontos mais relevantes desse tema.

Para se ter ideia, como esse instrumento financeiro permite a movimentação de valores pequenos, já tem despertado o interesse cada vez mais das pessoas físicas.

 

O que são derivativos

Você sabe o que são contratos futuros, opções ou swaps?

Pois é, todos esses nomes citados são tipos de derivativos, que são tidos como uma interessante ferramenta financeira usado pelos investidores para proteger suas operações ou para lucrar no mercado.

Como dá para subentender pelo nome, derivativos possuem o preço “derivado” do preço de um ativo, de uma taxa de referência ou até de um índice de mercado – ou seja, outros pontos como referência.

Vale lembrar também que existem derivativos de ativos físicos, como soja e café, e ativos financeiros, como ações, taxas de juros e moedas.

Dentro dessa realidade, quem negocia um contrato futuro de dólar, não opera o dólar em si, mas um contrato baseado no seu valor no mercado à vista.

E essas negociações podem ser realizadas tanto no mercado de balcão quanto em Bolsas – no Brasil, a B3 possui um mercado de derivativos bastante desenvolvido.

Outra característica importante é que os derivativos costumam ser estabelecidos como contratos padronizados.

Isso significa dizer que os aspectos e especificações dos seus ativos de referência (como prazos, formas de precificação e quantidades) são definidos previamente.

Dessa forma, os investidores que comprarem uma opção sobre uma ação para um certo vencimento na B3, por exemplo, adquirem o mesmo produto sob as mesmas condições.

Em linhas gerais, a dinâmica de uma negociação de derivativos funciona da seguinte forma: quem negocia se responsabiliza a comprar ou vender um determinado ativo por um determinado preço num determinado prazo.

Aliás, a liquidação no mercado de derivativos pode acontecer de 2 formas:

  • Liquidação física: nesse caso, é necessário realizar a entrega do ativo em negociação na data do vencimento;
  • Liquidação financeira: aqui, no dia do vencimento, é registrada uma venda para o comprador e uma compra para o vendedor. Assim, apenas é movimentada a diferença entre os valores de cada parte da operação.

 

Por que utilizar derivativos

Como não é um dos termos mais famosos do mercado financeiro, a primeira pergunta possível de ser feita sobre derivativos nem é “o que são?”, mas, sim, “para que servem?”.

Pensando, listamos os 3 principais motivos envolvidos…

 

Proteção

Talvez o mais comum seja mesmo o objetivo de proteger o valor de um ativo (ex: ação ou commodity) de variações que podem acontecer dali para frente.

Isso porque, como você leu, um derivativo permite fixar previamente o valor de uma mercadoria ou ativo financeiro.

Assim, contribui a reduzir o impacto de uma eventual mudança negativa nos preços do mercado.

Aliás, um termo usado para se referir à proteção proporcionada pelos derivativos é ‘hedge’.

“O que isso quer dizer?”

Que quem faz um hedge está menos preocupado em lucrar com as operações e, sim, mais interessado em evitar perdas.

 

Lucro pela especulação

O especulador compra e vende derivativos para lucrar, ganhando com os pequenos diferenciais de preços de aquisição e venda de cada contrato.

Para um especulador, não importa muito se o derivativo negociado é de moeda, de uma commodity agrícola ou de taxa de juros, porque seu interesse não está nesses ativos subjacentes.

Desse modo, esses especuladores costumam atuar no Day Trade, realizando compras e vendas dos mesmo derivativos ao longo do mesmo dia.

Essas pessoas acabam apurando os ganhos e perdas no fim do pregão.

Mas também há aqueles que mantêm posições por mais de um dia, porque apostam que nesse período os preços vão oscilar de modo que lucrem com os resultados.

 

Lucro pela arbitragem

Esse motivo é provavelmente o menos simples de se entender, porque envolve mais aspectos.

Para se ter ideia, alguns investidores utilizam os derivativos para realizar operações de arbitragem, buscando lucrar com as diferenças de preços que há num mesmo produto em mercados diferentes.

Então, as operações de arbitragem envolvem outros ativos (como ações no mercado à vista) além dos derivativos.

“Por que isso é possível?”

Porque, embora os ativos estejam expostos às mesmas condições econômicas, nem sempre oscilam na mesma proporção, e é aí que podem surgir mais oportunidades de ganho.

Quer um exemplo de como esse cenário pode ser aplicado na prática?

Pois bem, uma opção sobre ação, por exemplo, pode indicar um preço futuro diferente para o papel do que os investidores do mercado à vista Imaginam.

Quando os arbitradores percebem isso, agem rapidamente, antes que o mercado ajuste os preços.

De qualquer forma, na arbitragem, o lucro de cada operação é geralmente pequeno, mas a aposta mesmo é adquirir ganhos da quantidade e do volume de compras e vendas realizados.

Portanto, quanto mais volumosos e frequentes forem os negócios, maiores as chances de acumular ganhos significativos.

 

Tipos de derivativos

Agora que passamos por um cenário macro do que os derivativos abrangem, vamos esmiuçar um pouco mais esse assunto.

Para isso, abordaremos cada tipo de derivativo e os atributos envolvidos.

 

Contratos a termo (ou mercado a termo)

Quem compra um contrato a termo se compromete a comprar uma mercadoria ou um ativo financeiro sob os seguintes aspectos:

  • Em uma quantidade determinada;
  • Por um preço estabelecido desde o momento da negociação;
  • Para liquidação em uma data (também definida desde o início).

Por outro lado, para quem vende um contrato a termo, o compromisso é justamente o de vender esse mesmo ativo.

Dessa forma, nem comprador e nem vendedor podem repassar seus contratos em data anterior ao vencimento assumido.

Tais instrumentos podem ser negociados na Bolsa, mas também no mercado de balcão.

 

Contratos futuros (ou mercado futuro)

A principal diferença de um contrato futuro para um a termo está no formato da liquidação.

Isso porque no caso dos contratos futuros existe o chamado ajuste diário.

Com esse mecanismo, todos os contratos futuros que os investidores mantêm são avaliados diariamente a partir de um preço de referência.

Assim, na prática, as operações são ajustadas todos os dias de acordo com as expectativas do mercado para o preço futuro do ativo de referência do contrato.

A diferença, positiva ou negativa, entre os preços de ajuste diário de um pregão para o outro é apurada.

E o investidor que tiver posições em aberto precisa pagar essa diferença (se ela for negativa), ou receberá o valor na sua conta (se ela for positiva).

Então, o ajuste diário é um sistema que apura perdas e ganhos e ajuda a aumentar a proteção das posições no mercado de contratos futuros.

A propósito, outra diferença entre esses e os contratos a termo é o fato de serem negociados apenas em Bolsas.

 

Opções (ou mercado de opções)

As opções são o direito (e não a obrigação) de comprar ou de vender um ativo por um preço fixo numa data futura.

Para comprar uma opção, é necessário pagar um valor a quem vendeu – chamado de prêmio.

Esse valor se trata de uma quantia paga para ter a possibilidade de comprar ou vender o ativo mais tarde.

No mercado brasileiro, as mais conhecidas são as opções sobre ações.

Quem compra uma opção é chamado de titular e sempre tem o direito de exercer a opção: comprar ou vender o ativo na data do vencimento pelo preço acordado desde o início.

Porém, se ele quiser fazer nem um e nem outro, pode simplesmente escolher deixar a opção vencer, tendo como consequência apenas a perda do valor que pagou como prêmio por ela.

Do outro lado, o vendedor de uma opção (chamado de lançador) sempre tem a obrigação do exercício, caso quem tenha comprado deseje realizá-lo.

 

Swaps

Um contrato de swap é um acordo em que dois investidores negociam a troca de rentabilidade entre dois ativos.

A finalidade é diminuir os riscos e aumentar a previsibilidade para quem está envolvido na operação.

Exemplo?

Pense em um contrato de swap de ouro contra Ibovespa…

Se na data de vencimento do contrato o ouro tiver uma valorização abaixo da variação do Ibovespa, quem comprou Ibovespa e vendeu ouro receberá a diferença de rentabilidade, certo?

Agora, se o retorno do ouro for superior à variação do Ibovespa, quem ganha a diferença é o que comprou ouro e vendeu Ibovespa.

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