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Fundo DI: como funciona, vantagens e desvantagens

por Redação Xpeed 04/08/2021

A aplicação que está entre as mais populares do país, o fundo DI precisa ser esmiuçado para que você compreenda o suficiente se deve ou quando usá-lo dentro da sua carteira de investimentos.

Também conhecido como fundo de renda fixa referenciado DI, ele pode ser encontrado tanto em bancos quanto em corretoras independentes.

Conheça em mais detalhes os fatores que abrangem esse tipo de investimento.

 

O que é fundo DI

O fundo DI é um fundo de investimento em títulos atrelados aos principais indexadores, como CDI ou Selic.

Aliás, a principal característica dele é o objetivo: acompanhar a taxa do CDI, o índice de referência.

Então, vale lembrar que os CDIs (Certificados de Depósito Interbancário) representam empréstimos de curtíssimo prazo realizados pelos bancos a outros bancos.

A taxa do CDI é a média dos juros cobrados nessas operações, calculada pela B3, em que os negócios são registrados.

Por estar na categoria de fundo de renda fixa, esse fundo precisa ter uma carteira de, no mínimo, 95% em títulos públicos atrelados aos principais indexadores já citados aqui.

 

Funcionamento do fundo DI

No momento da compra de cotas de um fundo DI, você dá ao gestor o poder de gerenciar o seu dinheiro, comprando e vendendo ativos.

Para conseguir cumprir com o acompanhamento da taxa do CDI, esses gestores de fundos DI investem principalmente em títulos de renda fixa pós-fixados – indexados à Selic ou ao CDI, que seguem a variação dos juros brasileiros.

 

Rentabilidade

Por investir quase a sua totalidade em títulos do Tesouro Direto atrelados à Selic, o fundo DI tende a ter um rendimento de 100% do CDI.

Por outro lado, esse mesmo rendimento sofre o desconto dos custos, principalmente de taxa de administração – que pode variar de 0,3% a 3,5% -, o que faz com que esse fundo renda no fim das contas entre 80% e 100% do CDI.

Por isso, vale fugir de fundos que cobrem taxas altas de administração, já que se tratam de investimentos mais simples, portanto, sem justificativas para uma taxa maior.

Aliás, outro ponto interessante desse fundo é que possui rentabilidade diária, enquanto a caderneta de poupança, por exemplo, só renda uma vez ao mês, na famosa ‘data de aniversário’ da aplicação.

 

Liquidez

A expressão ‘rentabilidade diária’ usada no tópico anterior também pode ser traduzida em ‘liquidez diária’.

Esse é outro grande atrativo do fundo DI, em que é possível solicitar resgates a qualquer momento, sem sofrer uma perda de valor em função da retirada.

De todo modo, ao investir em um fundo DI, é importante saber os prazos relacionados aos resgates, para não ser pego de surpresa.

Assim, no regulamento da carteira, procure informações sobre a data de conversão – quando o cálculo do valor das cotas é feito para o pagamento do resgate – e de pagamento – quando os recursos são efetivamente disponibilizados ao investidor.

Nos fundos DI, é comum que a data de conversão e de pagamento ocorra em D+1, porém, o regulamento também pode prever conversão e resgate em D+0, o que significa que o cálculo e o pagamento ocorrerão no mesmo dia em que a retirada for solicitada.

 

Custos

Como brevemente já mencionado, o custo envolvido no investimento em fundo DI é a taxa de administração, que remunera as instituições envolvidas na gestão e na administração da carteira.

Quanto maior elas forem, menor será a rentabilidade líquida obtida com o investimento.

Ela é divulgada na forma de um percentual anual e a cobrança, no entanto, é feita diariamente, de maneira proporcional.

 

Tributação

O fundo DI sofre a incidência do Imposto de Renda sobre os lucros – somente o lucro, não o valor total.

O pagamento é feito no momento do resgate e segue a tabela regressiva de acordo com o período transcorrido – varia de 22,5%, para prazos menores, até 15%, para prazos maiores.

Existe ainda a incidência do ‘come-cotas’, que funciona como um adiantamento para o IR (Imposto de Renda).

Dessa forma, é cobrado duas vezes ao ano (em maio e novembro), com uma alíquota de 15% de imposto em cima da rentabilidade do período, sendo deduzidos da aplicação no formato de cotas – daí o nome ‘come-cotas’.

Para aplicações de até 30 dias, também é cobrado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

 

Vantagens e desvantagens do fundo DI

O baixo risco é a principal vantagem dos fundos referenciados DI.

Por terem grande parte do investimento em títulos públicos, se destacam pelo menor risco no mercado.

Além disso, a possibilidade de resgatar os recursos a qualquer momento sem penalidades também é um ponto a favor dos fundos DI.

Por isso, costumam ser recomendados para as aplicações que podem ser acionadas no curto prazo – caso da reserva de emergência que todos devem manter para situações inesperadas.

O terceiro ponto positivo do fundo DI é que, em muitos casos, a aplicação mínima inicial é baixa.

Com isso, obviamente os investidores que possuem pouco capital ou que estão começando conseguem, pelo menos, poupar um pouco por mês.

Por outro lado, em muitos casos são realmente cobradas taxas de administração altas.

Para esses casos, o fundo DI dificilmente consegue atingir a rentabilidade de 100% do CDI, já que essa taxa costuma ‘abocanhar’ parte dos lucros.

Outro ponto negativo fica por conta de o fundo DI ter a falta de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Por fim, a tributação do investimento também pode ser considerada uma desvantagem.

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Redação Xpeed

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