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IGP-M: como é calculado e impacta seu bolso

por Redação Xpeed 13/09/2021

Dependendo do quanto você procura saber sobre investimento ou inflação até o momento, talvez ainda não tenha se familiarizado com a sigla IGP-M o suficiente.

Então, logo de cara, já te adiantamos que IGP-M se refere a um importante índice econômico que, além de impactar o seu custo de vida, pode impactar os seus investimentos.

Por isso, viemos esmiuçar esse tópico contigo hoje, aqui, no blog da Xpeed.

 

O que é IGP-M

Primeiro, a sigla IGP-M se remete ao Índice Geral de Preços-Mercado, e tal índice é calculado e divulgado mensalmente pelo FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas).

Criado para ser uma medida abrangente da variação de preços, engloba diversas etapas de uma cadeia produtiva, como os preços do meio do processo e os que chegam na parte final de venda.

Aliás, este é um dos pontos principais do IGP-M: levar em conta a oscilação de preços em todos os estágios de produção.

 

Para que serve

De forma similar neste sentido ao IPCA, o IGP-M serve para medir a variação dos preços, informando se há inflação ou deflação.

Porém, esse segundo oscila mais e tende a flutuar mais rápido que o IPCA, tanto em movimentos de alta quanto de baixa.

Assim, se esse índice sobe, significa que o dinheiro vale menos.

Tal dado, aliado a outros fatores macroeconômicos como o próprio IPCA, taxa Selic e outros, te mostram um cenário mais compreensível do todo.

Levando todos em consideração, você, investidor, consegue analisar melhor e, assim, ter mais ideia de quais serão os próximos movimentos do mercado.

A alta ou a baixa do IGP-M e outros aspectos já mencionados aqui acabam sendo responsáveis por refletir a confiança ou desconfiança do mercado e o gás ou a freada na economia.

Por isso tudo, não só procure saber sobre IGP-M, bem acompanhe todo o cenário brasileiro.

 

Como o IGP-M é calculado

As informações são coletadas no Brasil todo pelo FGV IBRE, integrando os preços praticados em muitos setores da economia como:

  • A indústria;
  • A construção civil;
  • O comércio varejista;
  • A agricultura;
  • Os serviços profissionais prestados a lares.

Tal coleta começa no dia 21 do mês anterior indo até o dia 20 do mês de referência.

Em seguida, após 10 dias, a FGV divulga as variações prévias que formarão o índice do período todo, resultando numa média aritmética de outros índices de preços.

Dessa forma, o IGP-M é composto por 3 indicadores, cada um com um peso diferente no cálculo:

  • IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo do Mercado): preços de produtos industriais e agrícolas no setor de atacado, como minério de ferro, cana de açúcar e milho, possuindo um peso de 60% do IGP-M;
  • IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor-Mercado): preços de bens e serviços que integram as despesas comuns de famílias, como alimentos e roupas, e reflete 30% do IGP-M;
  • INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção-Mercado): valor dos custos de construções de imóveis, que simboliza os ‘últimos’ 10% do IGP-M.

 

Como o IGP-M impacta o seu bolso

Esse dado da economia costuma ser usado no (re)ajuste anual de contratos de aluguel e de algumas tarifas públicas, como:

  • Energia elétrica;
  • Escolas e universidades;
  • Alguns tipos de seguros;
  • Alguns planos de saúde.

Falando sobre o primeiro caso, se você já morou nesse regime, uma vez ao ano, o proprietário (ou proprietária) do imóvel ou a própria imobiliária corrige o valor mensal de acordo com o IGP-M do ano passado.

Desse modo, se o índice teve uma leve deflação em um ano, a tendência é que esse valor seja mantido para o ano seguinte.

A propósito, se o IGP-M sobe muito em relação à inflação oficial do país (IPCA), o reajuste dessas contas pode crescer muito além do poder de compra da população.

Dentro disso, procure tentar negociar com o proprietário do imóvel que você aluga ou imobiliária e propor um reajuste abaixo do IGP-M.

Quanto aos seus investimentos, busque aqueles que estão protegidos contra a desvalorização da moeda – IPCA e IGP-M em alta, por exemplo.

Assim, você é capaz de evitar que suas aplicações tenham a rentabilidade comprometida.

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Redação Xpeed

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