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Mercado de opções: o que é, vantagens e riscos

por Redação Xpeed 28/05/2021

O termo mercado de ações com certeza é um dos principais no mundo dos investimentos, mas você conhece sobre o mercado de opções?

Assim como as ações, as opções também são bem comuns na Bolsa e podem representar excelentes oportunidades para aqueles que conhecem melhor seus riscos e possibilidades de retorno.

Para que saia deste texto sabendo muito mais sobre o mercado de opções do que quando acessou esta página, vamos abordar os seguintes tópicos:

  • O que são opções;
  • Como funciona o mercado de opções;
  • Vantagens e riscos.

 

O que são opções?

Além de serem instrumentos negociados no mercado financeiro, as opções representam um contrato que dá ao seu titular o direito de comprar ou de vender um determinado ativo por um valor determinado em uma data específica.

Aliás, são, então, um tipo de derivativo, pois o preço de uma opção “deriva” do preço do ativo a que ela está atrelada.

Se você ainda não leu nosso post no blog sobre derivativos, experimente esse importante conteúdo aqui.

Assim, existem opções sobre diversos tipos de ativos – no Brasil, o mercado mais volumoso e conhecido é o de opções de ações, negociadas na B3.

Mas há também opções sobre moedas, sobre contratos futuros de juros e mais.

 

Como funciona o mercado de opções

Para se ter ideia, as opções podem ser negociadas na Bolsa ou no mercado de balcão.

Quando são listadas em pregões como o da B3, essas possuem características padronizadas e têm data de vencimento estipuladas pela Bolsa.

A propósito, as garantias exigidas de quem negocia, como cobertura ou margem, também são estabelecidas pela B3.

Por outro lado, existem também contratos de opções não padronizadas que são negociados no mercado de balcão.

Aqui, os compradores e vendedores são quem definem as características do contrato, como:

  • Prazos;
  • Valores;
  • A necessidade de depósito de garantias.

De todo modo, essas opções são registradas na B3 – a quem cabe apenas assegurar que os envolvidos cumpram o que acordaram.

Para compreender melhor como as opções são formadas e como utilizá-las em estratégias de investimento, dê uma olhada melhor nos conceitos básicos abaixo:

  • Ativo-objeto: esse é o bem, a mercadoria ou o ativo da opção que está sendo negociado. Opções de ações, por exemplo, têm ações como seu ativo-objeto;
  • Titular: é quem compra a opção e, portanto, detém o direito de comprar ou vender o ativo-objeto;
  • Lançador: é quem vende a opção para o titular, cedendo a ele o direito de comprar ou vender o ativo-objeto da opção – em contrapartida, assume a obrigação de comprar ou de vender o ativo-objeto também;
  • Prêmio: esse nada mais é do que o valor pago por quem está comprando uma opção para quem a está vendendo. Isso significar que o prêmio representa o preço de ter esse direito.

Além desses, ainda existem outros importantes conceitos um pouco mais complexos do que os anteriores em relação às opções.

 

Call (opção de compra)

São as opções que dão ao seu titular o direito de comprar o ativo-objeto do contrato por um preço prefixado (ou preço de exercício) na data do vencimento (ou exercício).

Vale sempre lembrar que, nesse caso, o comprador tem esse direito, mas não a obrigação.

Isso porque caso prefira, pode simplesmente deixar a opção chegar ao exercício sem fazer nada – assim, apenas perde o valor pago como prêmio.

 

Put (opção de venda)

Quem possui uma opção de venda tem o direito de vender o objeto do contrato pelo preço de exercício na data do vencimento.

Como no exemplo anterior, aqui também não existe a obrigação de realizar a venda – dessa forma, ao ceder esse direito a outro investidor, quem tem a put recebe um prêmio por isso.

 

Strike

Strike ou strike price é o mesmo que preço de exercício, representando o valor prefixado pelo qual o ativo-objeto poderia ser negociado no exercício da opção.

 

Vantagens de investir em opções

O mercado de opções pode tanto ser usado como uma forma de proteção quanto também permite especular em busca de ganhos rápidos.

 

Hedge

Assim como outros derivativos, as opções podem ser utilizadas em estratégias que têm o objetivo de proteger o valor de um ativo ou de uma carteira das oscilações do mercado.

Afinal, por projetarem um preço de exercício, elas permitem “fixar” o valor do ativo-objeto, o que pode ajudar a amenizar o impacto de uma mudança nas cotações.

Para entender melhor como o hedge com opções funciona, imagine o seguinte:

  • Um investidor tinha ações cotadas a R$ 100 e comprou opções de venda com preço de exercício de R$ 98. Se, na época do exercício, as ações estiverem cotadas a R$ 90, ele ainda terá o direito de vendê-las a R$ 98. Assim, caso realmente precise se desfazer das ações, pode fazer isso com uma perda de apenas 2%. Se tivesse de vender as ações a preços de mercado, o prejuízo chegaria a 10%.

 

Alavancagem

As opções permitem adquirir ganhos desproporcionais ao valor investido para operá-las dentro do que é conhecido como ‘alavancagem’, em que técnicas utilizadas facilitam multiplicar a rentabilidade com endividamento.

Para que entenda melhor, vale dizer que o preço de uma opção (ou prêmio) oscila muito mais do que a cotação do ativo-objeto.

Por isso, o potencial de valorização ou desvalorização do valor investido na aquisição das opções é muito maior.

O que se conclui disso tudo é que um investimento pequeno em opções pode gerar uma taxa de ganho elevada para o investidor.

 

Riscos de investir em opções

Por conta de as opções serem ativos de alta volatilidade, significa que você pode ter um lucro de 500%, mas também perder 100% ou mais do que investiu.

Isso acontece porque as opções não possuem em si um valor intrínseco, com seu valor dependendo do comportamento de um ativo-objeto.

Pense em uma opção de compra de uma ação com um preço de exercício de R$ 10.

Para comprá-la, imagina-se que o investidor precisou desembolsar R$ 0,05 por papel.

Essa opção só serve positivamente se a ação estiver cotada acima de R$ 10, já que, nesse caso, é possível acionar a opção para adquirir por R$ 10 algo que, no mercado, já está sendo negociado a R$ 15 ou R$ 17.

Por outro lado, se ao longo do período de validade da opção a ação permanecer cotada sempre abaixo de R$ 10, ela não é útil.

Nesse cenário, os R$ 0,05 investidos para comprar as opções representariam um prejuízo de 100%.

Por isso e por fim, o mercado de opções é voltado para investidores já bem ambientados à Bolsa e aos outros ativos de renda variável, com perfil de risco agressivo.

Isso porque esse mercado envolve riscos que alguém sem experiência teria muitas dificuldades para estimar.

Redação Xpeed

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